Raio Próximo: Como Proteger sua Edificação contra Surtos Elétricos

Um raio não precisa atingir diretamente a edificação para causar prejuízos. Por isso, SPDA, aterramento e DPS devem trabalhar de forma integrada para reduzir riscos, proteger equipamentos e evitar interrupções inesperadas.

Como um raio próximo pode causar danos?

Muitas pessoas acreditam que somente uma descarga atmosférica que atinge diretamente o prédio pode provocar prejuízos. Entretanto, isso não é verdade. Descargas atmosféricas próximas também podem gerar surtos e perturbações capazes de afetar instalações elétricas e sistemas eletrônicos.

Além disso, a energia associada a uma descarga pode produzir efeitos eletromagnéticos e sobretensões que se propagam por redes elétricas, telefônicas e de comunicação. Consequentemente, equipamentos sensíveis podem ser afetados mesmo quando o raio cai a certa distância da edificação.

Entre os equipamentos que podem sofrer danos estão:

  • Placas e componentes de elevadores;
  • Automatizadores de portões;
  • Interfones e sistemas de comunicação;
  • Centrais eletrônicas;
  • Computadores e servidores;
  • Sistemas de automação e controle.

Por isso, a prevenção deve considerar não apenas a estrutura física, mas também os sistemas elétricos e eletrônicos instalados no imóvel.

SPDA sozinho não protege todos os equipamentos

O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) possui uma função essencial: proporcionar caminhos adequados para condução e dissipação das correntes associadas às descargas atmosféricas. Porém, é importante entender que o SPDA externo, isoladamente, não substitui as medidas específicas de proteção contra surtos em equipamentos eletrônicos.

Dessa forma, uma estratégia eficiente deve considerar diferentes medidas de proteção. O aterramento, a equipotencialização e os Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS) podem atuar de maneira complementar, conforme o projeto e as características da instalação.

DPS, aterramento e SPDA: proteção integrada

Para reduzir os riscos, é fundamental avaliar o conjunto da instalação. Afinal, um sistema aparentemente adequado pode apresentar problemas de continuidade, aterramento ou dimensionamento dos dispositivos de proteção.

Além disso, o DPS precisa ser corretamente especificado e instalado para a aplicação. Assim, a avaliação técnica permite identificar pontos vulneráveis e definir as medidas mais adequadas.

Consequentemente, uma proteção integrada pode contribuir para:

  • Reduzir danos em equipamentos;
  • Diminuir interrupções inesperadas;
  • Preservar sistemas eletrônicos;
  • Aumentar a confiabilidade da instalação;
  • Evitar gastos imprevistos com substituições e reparos.

Prepare sua edificação antes das próximas tempestades

Portanto, não espere um equipamento apresentar defeito depois de uma tempestade para investigar a causa. Uma avaliação de SPDA, aterramento e proteção contra surtos permite agir preventivamente e identificar possíveis vulnerabilidades.

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